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Podóloga Maristela...25 anos cuidando dos seus pés...<---->

PODÓLOGA UNIVERSITÁRIA  - UNIVERSIDADE NACIONAL DE SALTA (REP. ARGENTINA) - REGISTRO ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PODÓLOGOS N° 10.745/São Paulo

Pés ressecos

A pele, o maior órgão do corpo humano, serve a um papel diversificado envolvendo o corpo e determinando seu limite com o meio externo. 

A pele tem três camadas, a epiderme (1-2), a derme (3) e a hipoderme (4), da mais externa para a mais profunda, respectivamente. Há ainda vários órgãos anexos, como folículos pilosos, glândulas sudoríparas e sebáceas.

A epiderme é uma camada com profundidade diferente conforme a região do corpo. Zonas sujeitas a maior atrito como os pés têm uma camada mais grossa (conhecida como pele glabra), e chegam a até 2 mm de espessura.

A epiderme não possui vasos sanguíneos, porque se houvesse vasos na epiderme ela ficaria mais sujeita a ser "penetrada" por microorganismos. Os nutrientes e oxigénio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sanguíneos da derme.

A epiderme apresenta vários estratos. A origem da multiplicação celular é o estrato basal. Todos os outros são constituídos de células cada vez mais diferenciadas que com o crescimento basal vão ficando cada vez mais periféricas, acabando por descamar e cair (estrato córneo). A epiderme, seu estrato córneo em particular, funciona como proteção de agressões ambientais, prevenção do ressecamento e vigilância imune.

 

 

A derme é um tecido conjuntivo que sustenta a epiderme e aonde se localizam os vasos sanguíneos e linfáticos que vascularizam a epiderme e também os nervos e os órgãos sensoriais a eles associados. É responsável pela resistência e elasticidade da pele.

A Hipoderme, também chamada de tecido celular subcutâneo, tecnicamente já não faz parte da pele. É constituída por tecido adiposo que protege contra traumas físicos, além de ser um depósito de calorias.

PÉS RESSECOS

CAUSAS DOS PÉS RESSECOS

Todos os dias as glândulas sebáceas da pele produzem 2 gramas de gordura e as sudoríparas entre 250 e 500 centímetros cúbicos de água (suor). Essas substâncias formam uma mistura imperceptível o manto hidrolipídico na superfície cutânea que funciona como uma barreira protetora importante contra as agressões externas: poluição, vento, calor e radiação solar.

O funcionamento das glândulas sebáceas (responsáveis pela produção de gordura) e sudoríparas (que eliminam suor) é determinado geneticamente. Em geral, peles claras e sensíveis fabricam uma quantidade insuficiente de sebo e, por isso, costumam ser secas.

Um fator externo que pode detonar o ressecamento é o inverno, período crítico onde a produção de suor e de sebo diminui e a pele fica mais ressecada.  Os ambientes secos, com ar condicionado, por exemplo, fazem a pele perder mais água do que o normal.  O vento, sol em excesso e mudanças bruscas de temperatura também aumentam a perda de água.  Os banhos quentes freqüentes eliminam os óleos superficiais, permitindo que a pele torne-se seca.

Produtos químicos de limpeza removem o manto hidrolipídico. Andar muito tempo descalço na areia ou nas lajotas quentes da beira da piscina engrossa a pele e pode causar fissuras (rachaduras) nos pés.

Uma série de fatores, no entanto, podem atrapalhar esse equilíbrio, diminuir a quantidade de gordura e de água do manto hidrolipídico, comprometendo sua eficácia.

Os pés são regiões mais propensas ao ressecamento por terem menor número de glândulas sebáceas e serem menos lubrificadas, e a pele fica ressecada, áspera, sem brilho, com pouca elasticidade, surge uma sensação de repuxamento e, em casos graves, com manchas brancas, que coçam e podem provocar feridas.

A pele dos pés é mais espessa e resistente do que a de outras áreas do corpo, por isso facilmente a sola fica com calosidade e células mortas. O calcanhar é a parte que sofre mais pois é ele que recebe todo o impacto do corpo, então, além de calos, ele forma rachaduras (fissuras). As fissuras calcâneas podem variar em espessura; algumas lesam a pele apenas superficialmente e outras podem até atingir tecidos profundos com sangramento devido ao espessamento e endurecimento da camada externa da pele (hiperceratose) onde o tecido perde a elasticidade e abre pela pressão ao se movimentar. As vezes atinge os nervos, presentes na derme, causando sangramento e dor como se cortasse a pele com um instrumento afiado.

Hiperceratose e Fissuras no calcanhar

Doenças dermatológicas que produzem pés ressecos: Diagnóstico diferencial

Dentro das doenças dermatológicas que podem produzir ressecamento dos pés, as principais são:

a) Dermatites de contato: é uma dermatose de etiologia exógena, causada por agentes externos que, em contato com a pele, desencadeiam reação inflamatória. Os agentes variam: substancias químicas, sabões e detergentes, solventes, cimento, sensibilizantes em sapatos, componentes da borracha, etc.  Clinicamente, a dermatite de contato se manifesta, na maioria das vezes, como eczema: eritema, edema, vesículas e até bolhas na etapa aguda; liquenificação (espessamento da pele), descamação e, ocasionalmente, fissuras na etapa crônica. O principal sintoma é o prurido (coceira), presente em todas as fases, e pode ser discreto ou muito intenso.

Hiperceratose, descamação e fissuras

Hiperceratose e fissuras

As vezes, é comum na região plantar a forma hiperqueratósica, com a formação de hiperqueratose reacional ao agente que levou ao quadro de dermatite de contato.

Esse fenômeno é conhecido na literatura como hardening, que significa uma condição eventual, no qual indivíduos sensibilizados adquirem resistência relativa ao alérgeno durante sua exposição continuada, mediante esse espessamento da epiderme.

Hiperceratose e fissuras

b) Tinha dos pés: chamada também  "pé de atleta" e “frieira”. Infecção fúngica (produzida por fungos) que acomete os espaços interdigitais e regiões plantares. As lesões podem ser intensamente pruriginosas (dão coceira), descamativas e maceradas nos espaços interdigitais, podendo ocorrer fissuração. Pode se apresentar em diversas formas: intertriginosa (comum a participação da Candida albicans), vésico-bolhosa e escamosa (comum a participação das onicomicoses).

http://www.dermatologia.net/neo/base/Fotos/tineapedis2.JPG

Tinha dos pés: vesículas e bolhas

Tinha dos pés: forma escamosa

Tinha interdigital (pé de atleta)

c) Psoríase: Doença cutânea inflamatória, crônica, comum, determinada geneticamente, caracterizada por placas escamosas arredondadas, eritematosas, secas. As lesões são simétricas, com predileção pela superfície extensora dos membros, couro cabeludo, unhas, região sacra, e regiões palmoplantares.

Psoríase

Psoríase: forma pustulosa (Barber)

Forma apustular

d) Líquen simples crônico, também é conhecido como neurodermatite: é um problema de pele causado normalmente por stress, preocupação ou ansiedade ou seja, é uma alteração na pele desencadeada por fatores emocionais. Porém raramente, pode ser desencadeado por fatores externos tais como picadas de insetos, atrito de roupas e outros ainda inexplicáveis. Um prurido pouco intenso pode estimular o paciente a coçar a área afetada e a coçadura agrava a irritação que leva o paciente a coçar mais a região afetada. Isso termina por causar um espessamento da pele que se torna escoriada e áspera e a área afetada pode ter um aumento da pigmentação (hiperpigmentação), como se observa aqui na região anterior do pé, imediatamente abaixo da perna.

e) Disidrose ou eczema disidrótico: são lesões vesiculosas (pequenas bolhas) que aparecem nas regiões palmares (mão) e plantares (pé) de caráter recidivante. Existem vários fatores relacionados a esta entidade: - Contatantes (várias substâncias estão relacionadas com relação ao contato), Atopia, Infecções bacterianas, Medicamentos (penicilinas e outros antibióticos), Infecções fúngicas, Fatores emocionais ou estressantes. A doença atinge as mãos e os pés, iniciando com coceira e formação de vesículas (pequenas bolhas) endurecidas semelhantes a grãos de sagu, atingindo principalmente a face lateral dos dedos, as palmas das mãos e as plantas dos pés. A coceira pode ser intensa e o ato de coçar rompe as bolhas que eliminam líquido transparente. O quadro ocorre em surtos que se repetem e duram de uma a duas semanas, com o ressecamento das bolhas e descamação nos locais atingidos. As lesões podem ocorrem em pequeno número, mas em alguns casos tomam toda a superfície das mãos ou pés.

Disidrose: vesículas  iniciais

Disidrose: vesículas  e escamas

Para o correto diagnóstico etiológico dos Pés ressecos, é indispensável o encaminhamento ao Dermatologista, quem determinará o tratamento de acordo com cada caso, depois de fazer os estudos necessários para descobrir a causa (testes de contato, exame histopatológico, raspado e cultura, etc.).

Líquen simples  crónico

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2ª a 6ª - 7:00 às 17:00 h

 

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